segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Comentários Covert Affairs - 1ª temporada

Uma das poucas estréias do verão americano que teve sua segunda temporada confirmada foi Covert Affairs. Série que faz parte da grade do canal USA e teve sua estréia em julho desse ano. A produção da série traz um dos responsáveis pela franquia Bourne nos cinemas.

Trata-se de uma série centrada na personagem Annie Walker, uma agente da CIA especializada em línguas que é recrutada pela agência de inteligência para realizar missões de “campo”.

Auggie - um simpático deficiente visual – auxiliará Annie da suntuosa sede da agência americana em Langley na realização das missões mais perigosas e juntos, buscarão eliminar as principais ameaças aos EUA.

O elegante Jai Wilcox será, em muitas operações, o agente anjo da guarda que ajudará a novata Annie a adquirir mais experiência prática na nova função. Ao mesmo tempo Jai busca superar o trabalho de seu pai - Henry Wilcox - um ex diretor da CIA que ainda não se acostumou com o fato de estar aposentado.

No andar de cima da hierarquia, a bela Joan é a responsável pelas operações secretas e comanda a equipe de agentes. Seu marido, Arthur, é o diretor geral que está sempre na sombra de Heny Wilcox, seu antecessor. Para superar seu antigo desafeto, ele busca afirmação na política do bom relacionamento (entre agências) para fazer sua história dentro da CIA.

Como em Langley nada é o que parece, o real motivo da convocação de Annie por parte da CIA é ter mais informações de um antigo “affair” seu com uma pessoa pra lá de misteriosa chamada Ben Mecer.

A série traz uma dinâmica bem interessante com cada episódio sendo centrado numa missão diferente e em alguns casos, países tão díspares como Inglarerra, Venezuela, Sri Lanka e Canadá com cenas externas muito bem filmadas, mostrando, por exemplo, as belezas naturais das cataratas do Niágara, ou ainda, as belas praias do Oriente.

Outro aspecto interessante que a série traz é a “suavização” e “humanização” do agente secreto, principalmente, pela ausência de conspirações e politicagem de bastidores tão comuns em filmes do gênero. Na série, os agentes são pessoas normais com vida social saudável e pouca culpa pelo fato de serem agentes secretos e terem de esconder da sociedade sua verdadeira profissão. Há ainda tempo para relacionamentos amorosos, porém, parece que todo agente esta fadado a relacionar-se amorosamente com outros colegas de CIA. Não é mesmo Annie Walker? ;)

Quem gosta de novidades eletrônicas vai ficar impressionado com o aparato tecnológico usado por Auggie nas suas operações, respeitando claro, suas limitações visuais. Coisa de James Bond!!

Ponto negativo para as lutas corporais dos personagens que lembram as piores novelas mexicanas do SBT nos anos 90. Destaque negativo também para os conhecimentos de geografia dos roteiristas. Explico: no episódio 6, a agente Annie conversa, num português horrível, com um brasileiro de “Catarina”?!

Nada de roteiro complexo ou trama mirabolante para a série de ação com 11 episódios que garantiu sua continuidade com sua melhor qualidade: entreter o expectador que busca uma boa série de TV.

Para mais informações sobre a série, clique aqui!

E aí galera, alguém assistiu Covert? O que acharam?

Comentem!!